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Seu Juvenal - Juvenal Augusto da Silva
(nascido em 28/07/1937) Seu Juvenal nasceu em Serra de Água, de um jeito inusitado que ele nos conta, rindo: “ Eles estavam lá fazendo farinha, minha mãe deu de ter menino, e foi lá que eu nasci. Assim minha mãe e meu pai dizia, né? ”. Veio ao mundo dentro da Casa de Farinha d’Água, movida pela força da água, cujo funcionamento ele explica com entusiasmo. “ Já trabalhei em casa de farinha rodando no braço e até por animal ”, acrescenta, orgulhoso. Filho de Augusto da Silva e
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Seu Dudu - Eduardo José dos Santos
(nascido em 26/06/1944) Seu Dudu nasceu no Banco do Paris — hoje chamado de Vila Maria, acima de Água Fria, no município de Aurelino Leal. Filho de Elias José dos Santos e Joviniana Maria da Conceição, cresceu numa família grande. Eram oito irmãos, criados com afeto e firmeza sempre na presença dos avós maternos, Antônia Mestre Maria da Conceição e Estevam Lopes. Ele guarda viva a lembrança da avó, mulher de “ boa idade e muito competente ”, que cuidava dos netos com zelo e f
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Raimundo Faiúdo - Raimundo Silva de Jesus
(nascido em 20/06/1950) Nascido e criado em Serra de Água, Raimundo viveu toda a vida na comunidade. “ Daqui só pro Kangamba ” — diz, referindo-se ao cemitério em Taboquinhas, em tom de brincadeira. É conhecido pelo apelido de Raimundo Faiúdo, por conta de uma falha no dente. Ele mesmo diz que gosta mais do apelido do que do nome: “ Raimundo tem muito, mas Faiúdo só eu ”. Teve 16 irmãos, todos filhos de Jolita da Silva e de João Nascimento de Jesus, chamado João de Elizeu em
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Dona Lourdes - Maria de Lourdes Nascimento de Jesus
(nascida em 06/08/1943) Dona Lourdes mora no coração do Quilombo Serra de Água. E é ali, em sua própria casa, que quase todo mês recebe o padre para rezar uma missa — já que o quilombo não tem igreja. A sala se transforma em templo e, depois da reza, ela oferece comida, bebida e acolhimento: “ Só não dou o coração! ”, brinca, sorridente. Foi assim também no último aniversário, comemorado com missa e festa. Celebrar a vida é tradição. Por quatro anos seguidos, ela foi à Bom Je
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Dona Chica - Francisca Paula Costa Santos
(nascida em 02/04/1938) “ Chica, quando o povo quer chamar. Quando não quer, é Francisca mesmo ”, diz com graça essa senhora de fala firme e memória vívida, nascida num sábado, às dez da manhã, em Serra de Água, perto do ribeirão onde bebeu a primeira água da vida — e por onde quis permanecer para sempre. “ Pra morar, só aqui. Outros lugares, só pra passear. ” Aos 87 anos, Dona Chica é uma das guardiãs mais antigas do Quilombo Serra de Água. Foi professora leiga — como ela me
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Domingas Silva
(nascida em 04/09/1952) O nome veio do dia em que nasceu: um domingo. A avó disse que já nascia com o nome do dia santo. Nunca gostou de comemorar o próprio aniversário, isso desde menina — se escondia, chorava, não queria festa. Não aceitava bolo nem presente, mas sempre fez questão de preparar festas para os outros. O pai, Jorge Ribeiro da Silva, chegou à região ainda pequeno, junto com os avós que buscavam trabalho por aqui. Tempos difíceis! A família retornou, mas Jorge f
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Mãe Julia - Juliana Silva dos Santos
(nascida em 06/06/1945; falecida em 29/04/2025) Há quatro anos, Mãe Júlia nos recebeu com doçura e firmeza. Falava baixo, mas cada palavra trazia o peso da fé e das experiências de uma vida inteira dedicada ao Candomblé. Nascida e criada na região da Matinha, filha de pais também da região de Itacaré, contava que, quando menina, tinha medo das obrigações religiosas, mas o destino lhe apontou o caminho da fé. Aos 14 anos, casou-se com um candomblezeiro do Quilombo do Santo Ama
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Iná - Adaíldes Francisca Rocha dos Santos
(nascida em 04/10/1959) Desde que “tomou jeito de gente”, atende por Iná. Filha de Adaite, também homenageada nesta edição do Projeto, e de Luiz Gonzaga (mas “não o do Baião”, brinca), nasceu no Porto de Trás, em uma casa cheia: era a mais velha de 11 irmãos, criados juntos, agarrados na força do pai e da mãe. Foi entre o Porto de Trás e o Quilombo do Santo Amaro, terra de seus avós maternos, Seu Porfírio e Dona Ananita, que Iná cresceu. E cresceu sob as regras rígidas do pai
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Dona Santinha - Santilha Maria Conceição
(nascida em 07/07/1956) Dona Santinha é a caçula de doze irmãos. Filha de Romana Joana da Conceição, nascida em Maraú, e de Eduardo Inácio de Jesus, natural de Taboquinhas, veio ao mundo em Maraú, onde passou a infância ao lado da mãe e dos irmãos mais velhos, depois da separação dos pais. Aos 11 anos, foi morar por dois anos com os avós paternos, Dona Ermira e Seu Manoel, filho de índia, no Quilombo de Serra de Água. Guarda lembranças saudosas desse tempo, quando as festas a
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Dona Lurdinha - Maria de Lourdes Oliveira
(nascida em 25/06/1950) Dona Lurdinha nasceu em casa, como era costume na época, na comunidade da Ribeira, em Itacaré. Veio ao mundo no dia 25 de junho de 1950, com o cuidado da tia que foi sua madrinha de umbigo, e logo foi batizada na Igreja de São Miguel. Desde então, sua vida sempre foi entre as águas e as ladeiras da cidade. Conhecida por muitos como "Catchaca" — apelido que ela diz não gostar muito, “ o povo gosta de botar apelido nos outros, rapaz ” —, prefere mesmo se
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Dona Lapinha - Maria Enedina da Conceição
(nascida em 14/07/1962) O apelido, Lapinha, a acompanha desde pequena — e ela já se acostumou a carregar esse nome cheio de afeto. Filha de Maria Juciada da Conceição, que morreu cedo e deixou os filhos pequenos, Dona Lapinha foi criada pelas irmãs mais velhas — irmãs só por parte de pai — e ajudou a cuidar do irmão mais novo, Mestre Tião, também homenageado na primeira edição do projeto em 2023. Ela conta, rindo, que Tião tinha muito ciúmes dela com o pai: “ Ele achava que o
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Boca de Louça - Antônio José dos Santos
(nascido em 17/01/1960) Seu Antônio José dos Santos é conhecido por todos como Boca de Louça. O apelido veio dos tempos de farra, quando bebia muita cachaça, falava alto, fazia zoada e ninguém conseguia ignorar sua presença. Hoje, já são 18 anos sem álcool. Ele brinca dizendo que antes fazia “ um km por litro de cachaça ”, mas garante que largar a bebida lhe trouxe saúde, tempo, dinheiro e simpatia: “ Quando eu bebia, era muito briguento ”. A cachaça ficou para trás, mas a al
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Dona Guiomar - Guiomar Francisca da Paixão
(nascida em 15/09/1949) Quando fala, Dona Guiomar mistura sabedoria, riso e canto. É dessas mulheres que fazem da vida um terreiro de fé e música. Com o pandeiro no colo ou o caderno das crianças que trouxe ao mundo nas mãos, ela se orgulha de cada história que guardou. “ Foram trezentas e três crianças, marquei tudinho no meu caderno. ” Nascida na Rua da Linha, antiga “Subaco da gata”, em Itacaré, é filha de Laurinda Francisca dos Santos e de Antônio Aristides da Paixão — o
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Seu Totonho - Antônio Silva da Cruz
(nascido em 24/10/1940) Seu Totonho nasceu numa sexta-feira, às três da manhã, na roça em Santo Antônio, distrito de Itacaré. “ Foi meu pai quem contou tudo, direitinho ”, diz ele, orgulhoso. O apelido Totonho veio dos irmãos — ele é o caçula. Quando perguntamos quando veio morar no Porto de Trás, ele dispara: “ Nunca! Não gosto daqui, não. ” Conta que, depois que se casou, “ venho assim e volto, venho e volto. Não quero ficar morando aqui, não. ” E deixa claro: não foi ele q
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Seu Nengo - Aleodilson Honorata da Rocha
(nascido em 23/08/1947; falecido em 07/04/2024) Nengo, como todos o chamavam, nasceu e se criou entre o Quilombo do Santo Amaro e o Porto de Trás, territórios que sempre reconheceu como parte de uma mesma raiz. Filho de Anita Honorata da Rocha, itacareense descendente de indígenas, e de Porfírio Honorata da Rocha, descendente de italianos, cresceu em uma grande família com dez irmãos — entre eles, Dona Preta, homenageada na primeira edição do projeto, e Dona Daíte e Dona Catu
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Seu Didi - Arionildo Gomes Sá
(nascido em 23/02/1946) Seu Didi nasceu e cresceu no mesmo chão onde mora até hoje: o Porto de Trás, em Itacaré. A casa, que guarda sua história, foi o berço e segue sendo o abrigo depois de tantos anos. Casado há 56 anos com Dona Maria das Graças de Jesus Soares, juntos construíram uma grande família: tiveram dez filhos — nove moram em Itacaré e uma vive na Suécia. Vieram depois 23 netos e oito bisnetos. Com a fala agora bem fraquinha e a mobilidade bastante reduzida, quem a
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Dona Zelita - Joselita Maria da Conceição
(nascida em 18/07/1949) Dona Zelita nasceu em Itacaré, na região do Fojo, lá na roça, em 18 de julho de 1949. Desde cedo, a vida lhe ensinou o caminho da força e da superação. “ Fui criada nas casas dos outros. Depois vim pra casa da madrinha, aqui no Porto de Trás. ” Filha de Rosenita Maria da Conceição — que partiu no ano passado — e de José Santana dos Santos, ambos de Itacaré, cresceu ao redor dos irmãos, mas longe da criação dos pais. Alcançou, ainda menina, conhecer o a
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Dona Daite - Adaite Honorata da Rocha
(nascida em 21/01/1936) Quando chegamos, Dona Daíte estava na rua, jogando bola com o bisneto. O sorriso largo e o olhar vivo são retratos da força e da alegria com que atravessa a vida. Irmã de Seu Nengo, Dona Preta e Dona Catuta — também guardiões da memória quilombola de Itacaré — Dona Daíte nasceu em 1936, em Itacaré mesmo. Teve doze filhos, perdeu dois, e hoje são dez espalhados pela cidade. “ Nem sei quantos netos são... São muitos. E bisnetos e tataranetos também, mas
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Dona Celinha - Gicélia Cosme dos Santos
(nascida em 06/04/1956; falecida em 10/10/2024) Sem a possibilidade de ouvir diretamente sua voz, chegamos a Dona Celinha pela memória de sua filha, Leidinha, que nos entregou fragmentos de uma vida tecida entre o Porto de Trás e a Povoação. Filha de Seu José Cosme dos Santos, estivador, e de Dona Elvira Rosa dos Santos – mulher de traços indígenas da família dos Pacas, hoje com 90 anos de vida –, Celinha nasceu no Quilombo Urbano do Porto de Trás. Vinda de uma família numero
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Dona Catuta - Antônia Honorata da Rocha
(nascida em 13/07/1945) O apelido foi o pai quem colocou. Contava que conheceu uma menina chamada Catuta e gostou tanto do nome que resolveu apelidar a filha assim, ainda bem pequena. Mas, curiosamente, ele mesmo nunca a chamou de Catuta. Nascida no Porto de Trás, em Itacaré, onde sempre viveu, Dona Catuta carrega no rosto a suavidade de quem observa o tempo passar com serenidade. Filha de Anita Honorata da Rocha e Porfílio Francisco da Rocha, cresceu numa família grande: for
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