Seu Nengo - Aleodilson Honorata da Rocha
- resistenciaehistor
- 5 de out. de 2025
- 1 min de leitura
Atualizado: 13 de nov. de 2025

(nascido em 23/08/1947; falecido em 07/04/2024)
Nengo, como todos o chamavam, nasceu e se criou entre o Quilombo do Santo Amaro e o Porto de Trás, territórios que sempre reconheceu como parte de uma mesma raiz.
Filho de Anita Honorata da Rocha, itacareense descendente de indígenas, e de Porfírio Honorata da Rocha, descendente de italianos, cresceu em uma grande família com dez irmãos — entre eles, Dona Preta, homenageada na primeira edição do projeto, e Dona Daíte e Dona Catuta, lembradas nesta edição.
Em 2023, quando participou da 1ª edição do projeto, Nengo nos contou que desde menino era encantado pelo Rancho do Bicho Caçador, manifestação tradicional de Itacaré. “Eu ia atrás de Seu Nazi, ajudava no que podia, só pra poder dançar no meio deles”.
Sua primeira participação foi aos 13 anos. E nunca mais deixou o rancho. Tornou-se o ajudante oficial de Seu Nazi e, com o passar dos anos, o guardião do movimento cultural mais conhecido da cidade. Quando a saúde já não lhe permitia mais acompanhar o cortejo, passou o bastão à filha Claudia, que segue cuidando e mantendo viva a tradição do quilombo.
Nengo teve três filhos, dez netos e cinco bisnetos, e deixou em cada um deles o orgulho de uma história marcada pela alegria, pela dança e pela força da cultura popular.
Na lembrança de todos que o conheceram, segue presente com seu riso largo e o mesmo brilho nos olhos de quando falava do Rancho.
Seu legado é raiz e memória viva do Porto de Trás — onde o tambor, o canto e a fé continuam a ecoar seu nome.






Comentários