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Irmão Chico - Francisco Oliveira de Jesus
(nascido em 17/09/1939) Quando chegamos, Irmão Chico estava sentado à porta de casa, repartindo pedaços de pão com os pombos. Uma rotina diária que revela a calma e o cuidado com que conduz seus dias. Nascido e criado no Marimbondo, Seu Francisco sempre viveu no quilombo urbano que carrega em cada lembrança. Foi na igreja evangélica, há 23 anos, que ganhou o apelido de Irmão Chico, mas a vida inteira foi conhecido pelo sorriso largo, pela paixão pela cozinha e pela memória ge
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Dona Marina - Marina Freire de Jesus
(nascida em 08/01/1943) Dona Marina nasceu no Quilombo João Rodrigues, filha de Domingos Freire de Jesus, da região de Taboquinhas, e de Antônia Ana Bonfim, do Quilombo Oitizeiro. Os pais sempre trabalharam muito na roça, cultivando mandioca, milho e cacau, que garantiam o sustento da família e ainda rendia algum dinheiro na feira. Desde cedo, as crianças acompanhavam o trabalho na terra, e Dona Marina, sendo a mais velha dos sete irmãos, cresceu nesse ritmo. Entre eles, estã
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Dona Madá - Maria Madalena Nascimento dos Santos
(nascida em 08/01/1953) O nome Maria Madalena foi escolha da mãe, que queria muito que a chamassem de Madá. E assim ficou: Dona Madá, figura querida no Marimbondo, mulher de riso largo e palavra firme. Nasceu na Povoação, em Itacaré, em 1953. Filha de João Fagundes dos Santos, do Quilombo Serra de Água, e de Dona Margarida Maria Nascimento dos Santos, também da região da Povoação — “ preta, preta, preta ”, como Dona Madá repete com orgulho. A família carrega histórias de resi
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Dona Luci - Lucia Mendonça Bricidio
(nascida em 07/01/1946) Nascida e criada em Itacaré, Dona Luci é dessas figuras que carregam a memória da cidade no jeito de falar, de viver e de lembrar. Filha de pais também nascidos em Itacaré, cresceu em uma família numerosa — cinco mulheres e quatro homens — todos filhos da terra. Aos 10 anos foi morar com a avó materna, Dona Crotildes Evangelista Lima, com quem viveu até os 17. Não chegou a conhecer os avôs — nem o materno, que faleceu quando era pequena, nem o paterno,
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Dona Francisca - Ednalva Souza da Cruz
(nascida em 16/10/1953) Dona Francisca foi registrada apenas quando já era adulta, mãe de dois filhos. O pai — de quem não guarda lembrança — fez o registro depois de ser procurado pelo filho mais velho para assumir a paternidade dos filhos. Ela acredita que ele tenha inventado o ano. Brinca dizendo que, pelo tanto que já viveu, deve ser bem mais velha do que diz o papel. Nascida em Aurelino Leal, veio ainda menina para Itacaré, entregue pela mãe para ser criada em uma casa.
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Dona Bela - Belanísia Maria da Conceição
(nascida em 10/02/1937. Data na Certidão de nascimento: 05/05/1935) “ Eu devo ter uns 300 anos ”, respondeu Dona Bela, rindo, quando perguntamos sua idade. E quando quisemos saber onde nasceu, disse: “ Em cima de uma cama. ” E onde ficava a cama? “ Num quarto. ” E completou, entre risadas: “ Acho que foi no Socó, mas não lembro, não... ” Hoje, Dona Bela fala pouco, anda com dificuldade e precisa de muito cuidado. Passou por infarto, AVCs, diabetes e a memória já se dispersa.
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Abodeu - Aloísio Santana de Jesus
(nascido em 26/10/1944; falecido em 25/07/2025) Iria completar 81 anos, mas partiu em 25 de julho passado, deixando saudades. Abodeu era daquelas figuras que todo mundo conhecia. E não é só pelo nome — é pelo jeito. Pela risada fácil, pelas histórias cheias de caminho, pelas lembranças do tempo em que Itacaré era chão de terra e trilha de mato. O apelido nasceu de uma dor. “ O pai me deu uma surra... e eu gritava ‘Ai meu Deus! Ai meu Deus!’ Daí ficou Abodeu. ” Quando pergunta
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Mais Velhos Homenageados e Homenageadas
Aqui é possível conhecer todas as pessoas homenageadas pela exposição. Navegue e conheça todas essas histórias!
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