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Seu Totonho - Antônio Silva da Cruz
(nascido em 24/10/1940) Seu Totonho nasceu numa sexta-feira, às três da manhã, na roça em Santo Antônio, distrito de Itacaré. “ Foi meu pai quem contou tudo, direitinho ”, diz ele, orgulhoso. O apelido Totonho veio dos irmãos — ele é o caçula. Quando perguntamos quando veio morar no Porto de Trás, ele dispara: “ Nunca! Não gosto daqui, não. ” Conta que, depois que se casou, “ venho assim e volto, venho e volto. Não quero ficar morando aqui, não. ” E deixa claro: não foi ele q
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Seu Nengo - Aleodilson Honorata da Rocha
(nascido em 23/08/1947; falecido em 07/04/2024) Nengo, como todos o chamavam, nasceu e se criou entre o Quilombo do Santo Amaro e o Porto de Trás, territórios que sempre reconheceu como parte de uma mesma raiz. Filho de Anita Honorata da Rocha, itacareense descendente de indígenas, e de Porfírio Honorata da Rocha, descendente de italianos, cresceu em uma grande família com dez irmãos — entre eles, Dona Preta, homenageada na primeira edição do projeto, e Dona Daíte e Dona Catu
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Seu Didi - Arionildo Gomes Sá
(nascido em 23/02/1946) Seu Didi nasceu e cresceu no mesmo chão onde mora até hoje: o Porto de Trás, em Itacaré. A casa, que guarda sua história, foi o berço e segue sendo o abrigo depois de tantos anos. Casado há 56 anos com Dona Maria das Graças de Jesus Soares, juntos construíram uma grande família: tiveram dez filhos — nove moram em Itacaré e uma vive na Suécia. Vieram depois 23 netos e oito bisnetos. Com a fala agora bem fraquinha e a mobilidade bastante reduzida, quem a
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Dona Zelita - Joselita Maria da Conceição
(nascida em 18/07/1949) Dona Zelita nasceu em Itacaré, na região do Fojo, lá na roça, em 18 de julho de 1949. Desde cedo, a vida lhe ensinou o caminho da força e da superação. “ Fui criada nas casas dos outros. Depois vim pra casa da madrinha, aqui no Porto de Trás. ” Filha de Rosenita Maria da Conceição — que partiu no ano passado — e de José Santana dos Santos, ambos de Itacaré, cresceu ao redor dos irmãos, mas longe da criação dos pais. Alcançou, ainda menina, conhecer o a
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Dona Daite - Adaite Honorata da Rocha
(nascida em 21/01/1936) Quando chegamos, Dona Daíte estava na rua, jogando bola com o bisneto. O sorriso largo e o olhar vivo são retratos da força e da alegria com que atravessa a vida. Irmã de Seu Nengo, Dona Preta e Dona Catuta — também guardiões da memória quilombola de Itacaré — Dona Daíte nasceu em 1936, em Itacaré mesmo. Teve doze filhos, perdeu dois, e hoje são dez espalhados pela cidade. “ Nem sei quantos netos são... São muitos. E bisnetos e tataranetos também, mas
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Dona Celinha - Gicélia Cosme dos Santos
(nascida em 06/04/1956; falecida em 10/10/2024) Sem a possibilidade de ouvir diretamente sua voz, chegamos a Dona Celinha pela memória de sua filha, Leidinha, que nos entregou fragmentos de uma vida tecida entre o Porto de Trás e a Povoação. Filha de Seu José Cosme dos Santos, estivador, e de Dona Elvira Rosa dos Santos – mulher de traços indígenas da família dos Pacas, hoje com 90 anos de vida –, Celinha nasceu no Quilombo Urbano do Porto de Trás. Vinda de uma família numero
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Dona Catuta - Antônia Honorata da Rocha
(nascida em 13/07/1945) O apelido foi o pai quem colocou. Contava que conheceu uma menina chamada Catuta e gostou tanto do nome que resolveu apelidar a filha assim, ainda bem pequena. Mas, curiosamente, ele mesmo nunca a chamou de Catuta. Nascida no Porto de Trás, em Itacaré, onde sempre viveu, Dona Catuta carrega no rosto a suavidade de quem observa o tempo passar com serenidade. Filha de Anita Honorata da Rocha e Porfílio Francisco da Rocha, cresceu numa família grande: for
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Mais Velhos Homenageados e Homenageadas
Aqui é possível conhecer todas as pessoas homenageadas pela exposição. Navegue e conheça todas essas histórias!
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