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Mãe Julia - Juliana Silva dos Santos
(nascida em 06/06/1945; falecida em 29/04/2025) Há quatro anos, Mãe Júlia nos recebeu com doçura e firmeza. Falava baixo, mas cada palavra trazia o peso da fé e das experiências de uma vida inteira dedicada ao Candomblé. Nascida e criada na região da Matinha, filha de pais também da região de Itacaré, contava que, quando menina, tinha medo das obrigações religiosas, mas o destino lhe apontou o caminho da fé. Aos 14 anos, casou-se com um candomblezeiro do Quilombo do Santo Ama
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Iná - Adaíldes Francisca Rocha dos Santos
(nascida em 04/10/1959) Desde que “tomou jeito de gente”, atende por Iná. Filha de Adaite, também homenageada nesta edição do Projeto, e de Luiz Gonzaga (mas “não o do Baião”, brinca), nasceu no Porto de Trás, em uma casa cheia: era a mais velha de 11 irmãos, criados juntos, agarrados na força do pai e da mãe. Foi entre o Porto de Trás e o Quilombo do Santo Amaro, terra de seus avós maternos, Seu Porfírio e Dona Ananita, que Iná cresceu. E cresceu sob as regras rígidas do pai
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Dona Santinha - Santilha Maria Conceição
(nascida em 07/07/1956) Dona Santinha é a caçula de doze irmãos. Filha de Romana Joana da Conceição, nascida em Maraú, e de Eduardo Inácio de Jesus, natural de Taboquinhas, veio ao mundo em Maraú, onde passou a infância ao lado da mãe e dos irmãos mais velhos, depois da separação dos pais. Aos 11 anos, foi morar por dois anos com os avós paternos, Dona Ermira e Seu Manoel, filho de índia, no Quilombo de Serra de Água. Guarda lembranças saudosas desse tempo, quando as festas a
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Dona Lurdinha - Maria de Lourdes Oliveira
(nascida em 25/06/1950) Dona Lurdinha nasceu em casa, como era costume na época, na comunidade da Ribeira, em Itacaré. Veio ao mundo no dia 25 de junho de 1950, com o cuidado da tia que foi sua madrinha de umbigo, e logo foi batizada na Igreja de São Miguel. Desde então, sua vida sempre foi entre as águas e as ladeiras da cidade. Conhecida por muitos como "Catchaca" — apelido que ela diz não gostar muito, “ o povo gosta de botar apelido nos outros, rapaz ” —, prefere mesmo se
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Dona Lapinha - Maria Enedina da Conceição
(nascida em 14/07/1962) O apelido, Lapinha, a acompanha desde pequena — e ela já se acostumou a carregar esse nome cheio de afeto. Filha de Maria Juciada da Conceição, que morreu cedo e deixou os filhos pequenos, Dona Lapinha foi criada pelas irmãs mais velhas — irmãs só por parte de pai — e ajudou a cuidar do irmão mais novo, Mestre Tião, também homenageado na primeira edição do projeto em 2023. Ela conta, rindo, que Tião tinha muito ciúmes dela com o pai: “ Ele achava que o
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Boca de Louça - Antônio José dos Santos
(nascido em 17/01/1960) Seu Antônio José dos Santos é conhecido por todos como Boca de Louça. O apelido veio dos tempos de farra, quando bebia muita cachaça, falava alto, fazia zoada e ninguém conseguia ignorar sua presença. Hoje, já são 18 anos sem álcool. Ele brinca dizendo que antes fazia “ um km por litro de cachaça ”, mas garante que largar a bebida lhe trouxe saúde, tempo, dinheiro e simpatia: “ Quando eu bebia, era muito briguento ”. A cachaça ficou para trás, mas a al
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Mais Velhos Homenageados e Homenageadas
Aqui é possível conhecer todas as pessoas homenageadas pela exposição. Navegue e conheça todas essas histórias!
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